quinta-feira, 17 de maio de 2012

O desafio da espera (para solteiros)

Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus (Eclesiastes 3,1)

ESPERAR... ai que palavra que dói as vezes né?!
Todas nós temos que aprender a viver isso. E como é difícil, como as vezes dá vontade de desistir, parece simples esperar... mas, principalmente, para nós mulheres que somos impacientes de natureza, aiiiiiii como é duro!

E o que quero partilhar hoje é o desafio de esperar, mas não esperar de qualquer jeito, mas sim esperar do jeito certo, dentro da vontade de Deus.
É sempre bom repetir esse princípio bíblico para os relacionamentos: a mulher espera em Deus, e o homem procura em Deus!
Essa história: temos que correr atrás daquilo que queremos, os tempos são outros, a vida é curta, a mulher moderna vai atrás daquilo que deseja, só se vive uma vez...aff...
Tudo isso, são desculpas criadas pelo inimigo pra tirar de nós a essência de Deus, aquilo que Deus quer para nós.
Por causa dessa inversão de valores, essa quebra de princípios tenho visto tantas moças sofrendo. Não saber esperar, e esperar errado é o pior caminho.
Cientes de que nosso papel é esperar, vamos entender então os três principais desafio da espera:

  • COMO estou esperando? O que FAÇO enquanto espero?
Se a sua espera é pelo namorado(a), não adianta esperar pedindo para amigo(a) ser "cupido", mandando indiretas, mensagens, se insinuando. Esperar em Deus é estar com os olhos fixos nEle e não em todos os rapazes e moças que te cercam.
Se a sua espera é pelo casamento, não adianta esperar carregando sempre a camisinha na bolsa, ou, principalmente as meninas, tomando anti-concepcional para uma eventual recaída. Não adianta esperar criando possibilidades de pecado. Esperar é evitar as ocasiões de pecado!
Estar sempre envolvido(a) com os assuntos do Senhor, em dia com a confissão, lendo e estudando a Palavra, participando da Santa Missa, passear em ambientes de sadia convivência, ter amigos que são amigos de Deus. Dessa maneira esperamos dentro da vontade de Deus!

  • Mas no meu caso DEMORA demais!!! Estou sofrendo!
A Palavra de Deus nos diz:
Sofre as demoras de Deus, dedica-te a Deus, espera, com paciência (Eclo 2,3)
Esperar em Deus é mais que ter paciência. Para muitos esperar em Deus torna-se um fardo (peso) porque querem esperar, porém com atitudes de independência. Não vos enganeis: Esperar é depender! 
E o Senhor não nos promete espera sem sofrimentos, Ele diz: SOFRE as demoras de Deus, e no versículo 6 Ele nos promete recompensa: "Põe tua confiança em Deus e Ele te salvará!"
Não há melhor remédio para o sofrimento das demoras de Deus do que a oração e a comunhão com o Senhor. A oração nem sempre nos retira do sofrimento, mas sempre nos reveste de forças para suportá-lo.

  • As tentações

É claro que quando o inimigo percebe nossa busca pelo Senhor, que esperar nos faz crescer, logo vem mil tentações para nos fazer desistir.

E até mesmo nossas vontades, nosso humano, tem hora que quer desistir.
Aparecem os "sapos", a carência vai tomando conta, falta-nos o discernimento. Mas entenda: você só cairá  nessas tentações se estiver longe do Senhor. E longe que falo é sem aquela intimidade, sem aquele momento de oração todos os dias, sem adorar, sem comungar, sem se confessar, você vira presa fácil!
Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela. (I Cor 10,13)
É preciso confiar em Deus, em Sua Palavra em Suas promessas!
Deus é fiel e jamais promete e não cumpre! Portanto, principes e princesas de Deus, quem espera no Senhor sempre é recompensado.
Vale a pena esperar!!!

Fonte: blogparaprincesas.blogspot.com

terça-feira, 15 de maio de 2012

É o amor que humaniza a sexualidade

O amor torna humana a sexualidade e gera o comprometimento
Amor: somente ele pode, de fato, humanizar a sexualidade. No entanto, em nossos dias esse termo se encontra envolto em uma complexa confusão em seu sentido e compreensão. Muitos o têm reduzido apenas à dimensão do prazer, em sua especificidade erótica. É certo que essa palavra engloba também essa dimensão, contudo, ele não se encerra apenas em tal expressão.

O amor – em seu sentido agápico (grego: Agápe) – significa capacidade concreta de doação em favor de um outro, buscando a devida interação com a sua verdade. E isso também deve ser aplicado à concepção humano/erótica do amor, pois, este para ser autêntico não poderá ter o egoísmo como única força motriz.
O amor não se resume à utilização do outro como objeto de prazer sexual. Ele não poderá permitir a utilização momentânea e descartável de um “alguém humano” por meio de aventura descompromissada e irresponsável. O autêntico amor comporta o compromisso.

Estamos acostumados a ouvir os gritos de uma sociedade que elevou à máxima potência a necessidade de satisfazer os próprios desejos e instintos a qualquer custo, transmutando, assim, o valor da pessoa e o colocando em segundo plano. Dentro desse universo de compreensão, o que importa é satisfazer o desejo, não se importando se o outro é utilizado como um mero “brinquedo” por alguns instantes, sendo depois jogado nas mãos do destino.

É o amor/compromisso quem humaniza a sexualidade, do contrário ela se torna apenas egoísmo animalesco. A vivência sexual sem o amor deixa de ser humana e torna-se escravidão instintiva.

Quem verdadeiramente ama é capaz de assumir o outro integralmente, com todas as suas consequências, sem querer usá-lo apenas para uma satisfação superficial.
O amor torna humana a sexualidade e gera o comprometimento – que tem sua máxima expressão no matrimônio sacramental – e o bem necessário para que a devida interação aconteça, sinalizando o outro como fim e não como meio. O ser humano possui uma dignidade inviolável, ele é pessoa e nunca deverá ser diminuído à categoria de objeto.

O amor traz cor e sabor à vida, ele inaugura uma primavera de sentido para toda e qualquer relação.

A virtude a que somos chamados consiste em contemplar pessoas e relacionamentos sob a ótica do autêntico amor. Assim a doação sincera em vista do bem inspirará nossas atitudes e nos permitirá elevar o ser à sua altíssima e verdadeira condição: a de filho amado, querido e respeitado por Deus.

 Padre Adriano Zandoná

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A Castidade nos leva à verdadeira Felicidade!

“Eu vos exorto, pois, irmãos, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: é este o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito, para que possais discernir que é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito” (Rm 12,1-2).
No caminho para a santidade e para a vida feliz temos uma grande aliada. Uma virtude e graça de Deus chamada CASTIDADE. Trata-se da nossa sexualidade e afetividade integradas para o amor.

É importante deixar bem claro que a castidade existe PARA O AMOR.

Talvez, quando se fala em castidade, a primeira coisa que venha ao pensamento seja a abstinência sexual, mas ela está muito além disso. Interfere em nosso modo de ser e de nos relacionarmos com os outros, com o mundo que nos cerca. Ser casto é ser puro, ser equilibrado em nossa sexualidade e afetos.
Outra riqueza da CASTIDADE, para aqueles que são vocacionados ao matrimônio, é que ela prepara um homem TODO para uma mulher única, ou, uma mulher TODA para um homem ÚNICO. Sendo casto você poderá dar-se inteiro àquele(a) que Deus preparou para você. Sempre que nos envolvemos com alguém, deixamos um pouco de nós. Por isso a castidade preserva de modo íntegro e inteiro o grande dom do amor em nós.

Confira alguns benefícios da CASTIDADE para a sua vida:

- Domínio de si: a castidade nos leva ao controle de nossos impulsos. O jovem casto não se deixará dominar facilmente pelas pressões externas. Isso também vai ajudá-lo a viver a fidelidade em seu casamento, pois foi “treinado” no domínio de si.
- Amizade: o fruto da castidade é a amizade. Amizades sadias e equilibradas.
-Maturidade: a ciência comprova que a vida sexual precoce pode bloquear o desenvolvimento sexual, emocional e psicológico. O jovem casto caminha, portanto, para a maturidade plena.
- Liberdade: vivendo a castidade você fará a experiência da liberdade do amor. Não precisará esconder os erros do passado. A verdade é que nunca esquecemos um relacionamento que tivemos, mesmo que você tenha “ficado” uma única vez. Levamos conosco a marca. Quem é casto é livre.
- Aumento no nível da testosterona: isso é comprovado pela ciência. O jovem casto aumenta de modo saudável o nível desse importante hormônio, principalmente para os homens. A testosterona é responsável por dar ao homem as características próprias de sua sexualidade. Por isso, a resistência física ao trabalho e às infecções aumentam. A capacidade mental e o vigor intelectual do jovem também melhoram muito.

Esses são apenas alguns dos benefícios da vivência de uma juventude casta. Deus nos fez para o amor verdadeiro. É este amor que perseguimos e a castidade é a virtude que nos encaminha para a linda experiência deste amor.

Aline Bof
Comunidade Oásis

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sede Santo, pois o Vosso Pai é Santo

Já passamos a Semana Santa, onde relembramos tudo que aconteceu com Jesus, sua última ceia sua morte e ressurreição. Podemos pensar o porquê disto. Deus quer ver seus filhos na glória, ou melhor, nos conduzir até ela, pois ele quer nos tornar divinos através de Seu amor, quer que sejamos como Ele. Como Jesus disse – “Sede santo, pois vosso pai é santo”. Mas como podemos nos tornar assim, pois somos pecadores?
Deus sabe disso, então Ele inicia um plano de salvação, uma aliança conosco, uma aliança eterna. Ele usa seu filho Jesus Cristo para nos salvar e santificar, tornando-nos santos, pois procedemos de sua salvação.

Jesus nos chama de irmãos, que significa carnalmente que somos iguais a Ele, assim como nós somos feitos de carne e sangue Ele também se fez, “O verbo se fez carne”. Jesus foi santo sem pecado feito de sangue e carne como nós, tudo isto para nos provar que através de Sua salvação temos como vencer o pecado. Através de sua morte sua entrega por nós, ele venceu este domínio que o pecado tinha sobre nós. Jesus foi enviado para o meio de nós para também ser misericordioso e ter nossa confiança, tornando-se o nosso Sumo Sacerdote digno disto.

Jesus foi tentado como nós, mas nunca pecou, nunca caiu, por mais difícil que fosse sua situação. Quando se retirou para o deserto, ficou ali 40 dias sem comer, o demônio veio e ofereceu pão a ele, mas ele não comeu. Mostrando-nos que é possível vencer o pecado. “Sede santo, pois vosso pai é Santo”.

Jovem o que Jesus passou não foi uma simples encenação ou um filme, esta salvação, esta aliança aconteceu de verdade para nos libertar de todo mal e podermos ser conduzidos a glória de Deus, ao Céu. Seja livre, pois Deus te tornou assim, ele não nos aprisiona, mas sim nos leva a liberdade e nos dá uma liberdade de nos encontrarmos com Seu Divino Amor.



Edmilson Cruz
Coord. MJ GO Raio de Luz

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A semana Santa

Vamos entender um pouco mais sobre a Semana Santa, momento ideal para a reflexão sobre o amor incondicional de Jesus por nós, que se doa na cruz para a nossa salvação.

Quinta-feira Santa

A Quinta-feira Santa corresponde ao último dia da Quaresma e nos introduz ao Tríduo Pascal. Esse dia nos prepara finalmente para a Páscoa, iniciando a celebração pascal. Ela é dividida em dois momentos:

1)      Neste dia, pela manhã, celebra-se a Missa Crismal, momento em que todo o clero se reúne com seu bispo e renova seus votos sacerdotais, além de nesta mesma ocasião se abençoar os santos óleos utilizados nos sacramentos. (Obs.: Por motivos pastorais, esta celebração poderá ser antecipada para 4ª feira santa).

2)    Durante a noite ocorre a missa conhecida como “lava-pés”. Celebramos como Jesus que na última ceia lavou os pés dos Apóstolos, num gesto de amor-serviço e também instituiu os mistérios da Eucaristia (“Isto é o meu corpo [...] Este é o cálice do meu Sangue”) e do sacerdócio cristão (“Fazei isto em memória de mim”), além de instituir o Mandamento do amor. Essa missa nos transmite uma verdadeira catequese sobre o sacerdócio ministerial, assim como o sacerdócio geral dos fiéis recebido pelo Batismo, pois, “Jesus Cristo fez de nós um reino de sacerdotes para Deus Pai”.

Ao fim da Missa, todos os paramentos, flores, toalhas são retirados, o altar deve ficar desnudo, simbolizando a captura de Jesus rumo a sua Paixão definitiva. A Sagrada reserva Eucarística não volta ao sacrário, mas deve ficar em um local previamente preparado para ser adorado pelos fiéis, voltando ao sacrário apenas no sábado santo.


Sexta-feira Santa

A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João contemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe e do soldado que transpassou com uma lança o coração de Jesus.

Sábado Santo

Este é na verdade “o dia que o Senhor fez para nós”. O fundamento de nossa fé. A experiência decisiva de que a Igreja, como Esposa unida ao Esposo, recorda e vive cada ano renovando sua sua comunhão com Ele, na Palavra e nos Sacramentos desta noite:

a)      Benção do fogo novo: Devolver-se-á ao círio o sagrado papel de significar ante os olhos do mundo a glória de Cristo Ressuscitado. Por isso se grava em primeiro lugar a cruz no círio.

b)      O Pregão Pascal ou “Exultet”: hino de louvor, em primeiro lugar, anuncia a todos a alegria da Páscoa, alegria do céu, da terra, da Igreja, da assembléia dos cristãos. Esta alegria procede da vitória de Cristo sobre as trevas.

c)       A liturgia da Palavra: Esta noite a comunidade cristã se detém mais que o usual na proclamação da Palavra. Tanto o Antigo como o Novo Testamento falam de Cristo e iluminam a História da Salvação e o sentido dos sacramentos pascais.

d)      A bêncão da água: trata-se sobretudo de bendizer a Deus por tudo o que fez por meio da água ao longo da História da Salvação (desde a criação e a passagem pelo Mar Vermelho até o Batismo de Jesus no Jordão), implorando-lhe que hoje também este sinal atualize o Espírito de vida sobre os batizados.

e)      A Celebração Eucarística é o ápice da Noite Pascal. É a Eucaristia central de todo o ano, mais importante que a do Natal ou da Quinta-feira Santa. Cristo, o Senhor Ressuscitado, nos faz participar do seu Corpo e seu Sangue, como memorial de sua Páscoa: Jesus Ressuscitou!

Domingo da Páscoa

O Domingo de páscoa é o dia em que até mesmo a mais simples igreja se reveste com seus melhores ornamentos, é o ápice do ano litúrgico. É o aniversário do triunfo de Cristo.

Fonte: Paróquia Dom Bosco – Campinas/SP – com algumas alterações do blog.